Um lugar para desabafos e informações nem sempre úteis feito por uma pessoa que tem muito o que fazer, mas que não necessariamente quer fazê-lo. A palavra é escapismo.
domingo, 29 de agosto de 2010
Conforto...
O que agente precisa é de paz, agente precisa de conforto, agente precisa... de comida. Pois não há nada como uma comida gostosa depois de um dia movimentado.
Às vezes é um pratão de macarrão, às vezes é uma saladinha... Cada um tem o seu conforto e eu nunca conheci alguém que nunca encontrou conforto em comida. Isso é fato!
Eu, particularmente, encontro conforto em quase todo tipo de comida (que gordice), mas tem algumas coisas que são paz absoluta: Bolinho de abóbora no Natal, chocolate depois de um dia exaustivo, macarrão na manteiga para relembrar a infância, nhoque para lembrar da avó...
Comida é conforto, porque comida é amor. E todo mundo precisa de amor nesse mundo.
sábado, 14 de agosto de 2010
Paciência
Eu hoje perdi a paciência.
Eu, exercendo a função que exerço em meu trabalho, não deveria perder a paciência nunca. Mas hoje é meu dia de folga e eu não preciso ter paciência... Hoje não.
Há quem perca a paciência por qualquer coisa. Conheço uma pessoa que perde a paciência quando você fala não para ela. Conheço outra, ainda, que perde a paciência quando cometem erros gramaticais (ela já perdeu a paciência comigo, fato). Mas eu, apesar de ser meio estressada naturalmente, eu perco a paciência com algumas poucas coisas.
Eu perco a paciência quando as pessoas me desrespeitam, perco a paciência quando me tratam como inferior e perco a paciência quando me subestimam.
Não que eu queira ser a "senhora dona da verdade", muito pelo contrário! O que realmente me deixa irritada é quando alguém subestima as minhas verdades, aquelas que são só minhas e que eu faço questão de mostrar, apesar de saber que não são as mesmas verdades que as suas ou as de qualquer outro. Eu respeito a divergência, mas não respeito o desdém.
Quando você fala para alguém que não gosta de alguma coisa e ainda assim ela insiste, quando você diz que algo te incomoda e continuam a fazer o mesmo. Para mim, é desrespeito. Para mim, é desprezar as minhas poucas, mas tão importantes verdades. E para mim, as minhas verdades e como alguém as trata é tudo.
Eu não gosto de me repetir, não gosto de avisar duas vezes e não tenho paciência para fazê-lo. Aliás, quando não gosto de quem faz isso, nem me dou o trabalho de terminar a conversa, simplesmente saio andando. Mas quando eu gosto de uma pessoa e ela faz isso, eu dou a segunda chance. É meio inflexível da minha parte ser assim, mas é a única coisa que eu tenho como real na minha vida e, até hoje, tem funcionado muito bem. Eu escolho as pessoas em minha vida a dedo, pois elas são minha folga, minhas férias, meu momento para relaxar. Eu não exerço paciência quando estou de folga, pois não preciso.
E aí aparece uma pessoa que você gosta, mas que joga suas verdades no lixo em um só dia. O que o álcool não faz com alguém, certo? Transforma tudo que você diz em piada e não entende quando você diz "Chega!". A paciência não quer, mas levanta exausta da cama e vem, de pantufas, trabalhar no dia de folga. Após horas de trabalho árduo ela vem cobrar, vem perguntar: "Por que aguentei isso por tanto tempo? Hoje eu não quero, hoje eu não devo." Mas hoje ela ganha hora extra, porque eu decidi que posso (talvez) ser um pouco mais flexível.
Será que vale a pena jogar minhas verdades no lixo a troco de algo que talvez não leve a nada? Será que vale a pena tirar a paciência da cama para trabalhar de vez em quando nos dias de folga?
A paciência diz que não, que não precisa de hora extra, que já trabalha demais. Eu penso que talvez as minhas verdades sejam muito rígidas e talvez um pouco inaceitáveis. Vou dormir. No dia seguinte, minhas verdades continuam as mesmas e a paciência volta a dormir e trabalhar em seu devido horário de expediente. Eu esqueço do embate do dia anterior, ela também.
E eu e a paciência voltamos a viver felizes... Até o dia em que ela entrar em greve.
domingo, 1 de agosto de 2010
Vergonha infantil
Após ver o comentário de minha amiga no meu último post eu pensei em um assunto muito interessante: Micos de infância.
Como minha amiga disse: “se comer inseto fosse legal, comeríamos mais vezes, e não só quando tínhamos 2 anos e estávamos descobrindo o gramado da frente de casa...”
De fato, comer coisas estranhas faz parte da infância. Existem aquelas pessoas que comeram insetos, aquelas que comeram as pecinhas dos jogos de tabuleiro, aquelas que engoliram uma janelinha do Lego, as que preferiam papel, cola, ou qualquer coisa do estojo de artes e, infelizmente, as que comeram cocô. E ainda temos aquelas pessoas que um dia acharam que o cachorro era fábrica de massinha e colocaram a mão na massa... É triste, mas nossos pais nem sempre estão olhando e nós raramente somos comportados e quietinhos. Sua mãe, depois, faz questão de contar para o seu (ex)namorado que você gostava de brincar de comer exércitos do War do seu irmão e que você, acidentalmente, caiu de cabeça aos 2 anos.
Existem aqueles micos que até hoje você não entende porque diabos é um mico. Como, por exemplo, quando seu amiguinho perguntou se você tinha “bruxove” e você falou que de jeito nenhum. Todo mundo riu da sua cara até você entender que a pergunta era “Setembro chove?” e ainda te chamaram de burro! Ah, que vergonha... BUT WHY, OH, LORD?! Quando que eu preciso entender um menino sem os três dentes da frente e com um ceceio daqueles que sai baba, sendo que ele nem meu filho é?!
O meu maior mico de infância foi provavelmente o mico mais estúpido, um daqueles que quando você cresce e analisa, vê que não era mico nenhum. Na escola, antes de abrir a lancheira, todos os alunos cantavam com a professora uma musiquinha. Um dia, eu esqueci a musiquinha. Abri minha lancheira e falei, toda feliz: “Oba! Danoninho!”. A sala inteira olhou para mim e riu. Eu fui ridicularizada por uma sala de crianças maldosas por abrir a lancheira antes da hora. Hoje em dia eu penso que eu era bem hardcore, desobedeci a professora e tirei meu Danoninho antes da hora... Awesome! Eu já estava me rebelando contra o sistema! Ou eu só estava com fome.
Parece piada, mas esse tipo de coisa marca uma pessoa para o resto da vida! Crianças são muito maldosas e não deixam você esquecer que você fez cagada (literalmente). Acredite, eu bem sei...
Eu sei a maldita musiquinha até hoje...