sábado, 9 de outubro de 2010

Pensando bem...

Ah, como estive ausente! Mas é por isso que gosto de escrever aqui... Não importa quanto tempo eu demorar pra escrever uma coisa nova, ninguém vai me cobrar!!

Amanhã eu farei um mês sem fumar... E só senti vontade uma vez, após doses acrobáticas de álcool, então não conta. Estou mais cheirosa, e parei de engordar! Então... Happy times! Mas o que quero falar hoje não é de cigarro e engordar e x... Eu quero falar de telepatia, ler mentes e tals...

Às vezes agente tem vontade de entrar no cérebro das pessoas e descobrir o que elas estão pensando. Ultimamente, eu tenho essa vontade 24 horas por dia. Às vezes são os pensamentos de uma pessoa que você gosta, às vezes de uma pessoa que você não gosta, muitas vezes de pessoas que você não sabe se gostam ou não de você. O que importa mesmo é que você se remoe de raiva porque não sabe o que está acontecendo dentro da cabeça dela.
Seria muito mais fácil se elas falassem, mas elas estão no mesmo dilema que você... Elas não sabem o que você está pensando.
E é nessas horas que você quer um outdoor gigantesco sobre as pessoas, que fale o que elas estão sentindo, o que elas acham de você, qualquer coisa! Desde que ajude um pouquinho a entender o que está acontecendo. Plaquinhas mágicas que salvariam o dia! Fariam com que você evite quem está de mau humor, se aproxime de quem te ama, preste atenção em que te deseja...
Pessoas são dissimuladas por necessidade, pois o mundo inteiro é! Seria muito mais fácil se todos nos olhássemos nos olhos e falassemos o que pensamos, não é mesmo? Mas aí aonde estaria a emoção? O que seria do amor se desde o começo soubessemos o que a pessoa que amamos sente? A ansiosidade de pré-adolescentes que querem saber os sentimentos do menino que gostam... O estresse das mulheres adultas esperando uma ligação de um homem... A timidez de um jovem ao chamar uma moça para sair... O medo de tomar bota... A alegria de ouvir que alguém te ama (enfim!). Qual é a graça de saber os sentimentos de alguém, se não foi o livre arbítrio que o fez expressar a você? Vontade é tudo! Vontade é o que gera amor, é o que gera ódio, é o que gera conexões entre as pessoas. Vontade de amar, de reconciliar, vontade de simplesmente ser honesto. É preciso coragem para demonstrar os sentimentos, é preciso muita vontade. Um sentimento deve ser muito forte para transpor o medo da exposição, da decepção...

É bonito, é poético, é inspirador... Mas um outdoorzinho de vez em quando não faz mal a ninguém, não é?

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Duas semanas...

Amanhã eu completo duas semanas sem fumar... Conquista? Ainda não. Talvez depois do dia 02 de outubro, quando eu vou ter uma festa maligna em que eu planejo beber o bastante para poder votar de ressaca no dia 03. Vai ser a prova de fogo, afinal, não é novidade para ninguém que bebida pra fumante é preliminar pra um cigarrinho.
Mais complicado ainda é controlar o peso. Agora meu metabolismo não funciona tão rápido pois eu não fumo mais e minha vontade de fumar tornou-se uma vontade incontrolável de comer doces absurdamente engordativos (nhá benta, brigadeiro, ana maria, nuttela, suspiro, chantilli, biscoitos recheados e, acima de tudo, pão, muito pão com geléia)... Só de pensar já me dá água na boca. E, quando você acha que não tem como piorar, existe um negócio chamado pré menstrual que dá mais vontade de comer ainda.
Eu sonhei essa noite que recebia uma visita daquela mulher do GNT que tortura pessoas com vegetais para elas mudarem os hábitos alimentares. Ela jogava umas chicórias e uns rabanetes em mim e gritava com aquele sotaque britânico que eu estava obesa. Além de ser agredida com projéteis pouco ortodoxos eu tinha que comer uma beringela... Eu odeio beringela. Acho que nunca tive um pesadelo tão assustador. Comida pra mim é assunto sério, ainda mais quando se trata de comida que eu não gosto.
Anyway, acho que já engordei uns quilinhos com essa dieta de carboidratos e sódio (refrigerantes a rodo), o que é suuuuper legal quando você é solteira, livre, desimpedida e usa calças justas. Graças a Deus eu guardei minhas calças de quando era gordinha... Graças a Deus ainda não é Reveillon!
Hoje eu começo o projeto Verão 2010-11, que, na verdade, não passa de parar de comer um monte de merda e ir aos lugares a pé. É hora de tomar vergonha na cara e deixar de comer por três, principalmente porque eu não quero sonhar com as chicórias voadoras novamente.

Considerando a situação em que me encontro, fumar, uma coisa tão banal, tornou-se um terror... Quem mandou querer parar...

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

(un)Zen times...

É pessoal, tá difícil...
Eu descobri que por mais que todo mundo diga que não, deixar as coisas para "amanhã" é uma ótima idéia, até o momento em que a água bate na bunda...
Não tenho tempo para escrever aqui, pois estou escrevendo uma iniciação científica e um trabalho de conclusão de curso... E estudando.... E me ferran...dinho.

O jeito é manter o bom humor e fingir que você não tem stress na vida! Cantar no carro em meio ao trânsito caótico, rir de pessoas fdps que te trataram mal no trabalho e se conformar com a multa que você tomou em altíssima velocidade... Já que a coisa tá preta, o jeito é fazer como nossa sexóloga/política favorita, Marta Suplicy, e relaxar e gozar.

PROPS: Para estes fins, eu recomendo algumas coisas:
1. Boa música: O CD do Jason Mraz, "We sing, we dance, we steal things". A música Butterfly é sensacional e dá vontade de sair dançando.
2. Chicletes de máquina, aquelas bolas imensas que você demora um século pra mascar. No mínimo você vai treinar a paciência, mas eu acho super relaxante.
3. Um bom livro de contos. Como são curtos, você lê em um tempo curtinho e já acabou a história, assim, você não esquece o que aconteceu no começo. Um autor que eu acho que tem uns contos legais é o Scott Fitzgerald (foi ele que escreveu o conto do Benjamin Button), mas se você é um leitor nacionalista, um livro muito legal é "O Romance Morreu", do Rubens Fonseca.

Bom... Agora eu vou voltar aos meus trabalhos atrasados.
Au revoir!!

domingo, 29 de agosto de 2010

Conforto...

Sabe aqueles dias que você corre só para chegar em casa e ter mais o que fazer? Aquelas horas que você fala "já chega" só para ouvir seu chefe chamar de novo... Os momentos de inquietação, aquela vontade de largar tudo...
O que agente precisa é de paz, agente precisa de conforto, agente precisa... de comida. Pois não há nada como uma comida gostosa depois de um dia movimentado.
Às vezes é um pratão de macarrão, às vezes é uma saladinha... Cada um tem o seu conforto e eu nunca conheci alguém que nunca encontrou conforto em comida. Isso é fato!

Eu, particularmente, encontro conforto em quase todo tipo de comida (que gordice), mas tem algumas coisas que são paz absoluta: Bolinho de abóbora no Natal, chocolate depois de um dia exaustivo, macarrão na manteiga para relembrar a infância, nhoque para lembrar da avó...
Comida é conforto, porque comida é amor. E todo mundo precisa de amor nesse mundo.

sábado, 14 de agosto de 2010

Paciência

Bom dia, boa noite, para quem quer que esteja lendo.

Eu hoje perdi a paciência.

Eu, exercendo a função que exerço em meu trabalho, não deveria perder a paciência nunca. Mas hoje é meu dia de folga e eu não preciso ter paciência... Hoje não.
Há quem perca a paciência por qualquer coisa. Conheço uma pessoa que perde a paciência quando você fala não para ela. Conheço outra, ainda, que perde a paciência quando cometem erros gramaticais (ela já perdeu a paciência comigo, fato). Mas eu, apesar de ser meio estressada naturalmente, eu perco a paciência com algumas poucas coisas.
Eu perco a paciência quando as pessoas me desrespeitam, perco a paciência quando me tratam como inferior e perco a paciência quando me subestimam.
Não que eu queira ser a "senhora dona da verdade", muito pelo contrário! O que realmente me deixa irritada é quando alguém subestima as minhas verdades, aquelas que são só minhas e que eu faço questão de mostrar, apesar de saber que não são as mesmas verdades que as suas ou as de qualquer outro. Eu respeito a divergência, mas não respeito o desdém.
Quando você fala para alguém que não gosta de alguma coisa e ainda assim ela insiste, quando você diz que algo te incomoda e continuam a fazer o mesmo. Para mim, é desrespeito. Para mim, é desprezar as minhas poucas, mas tão importantes verdades. E para mim, as minhas verdades e como alguém as trata é tudo.
Eu não gosto de me repetir, não gosto de avisar duas vezes e não tenho paciência para fazê-lo. Aliás, quando não gosto de quem faz isso, nem me dou o trabalho de terminar a conversa, simplesmente saio andando. Mas quando eu gosto de uma pessoa e ela faz isso, eu dou a segunda chance. É meio inflexível da minha parte ser assim, mas é a única coisa que eu tenho como real na minha vida e, até hoje, tem funcionado muito bem. Eu escolho as pessoas em minha vida a dedo, pois elas são minha folga, minhas férias, meu momento para relaxar. Eu não exerço paciência quando estou de folga, pois não preciso.
E aí aparece uma pessoa que você gosta, mas que joga suas verdades no lixo em um só dia. O que o álcool não faz com alguém, certo? Transforma tudo que você diz em piada e não entende quando você diz "Chega!". A paciência não quer, mas levanta exausta da cama e vem, de pantufas, trabalhar no dia de folga. Após horas de trabalho árduo ela vem cobrar, vem perguntar: "Por que aguentei isso por tanto tempo? Hoje eu não quero, hoje eu não devo." Mas hoje ela ganha hora extra, porque eu decidi que posso (talvez) ser um pouco mais flexível.

Será que vale a pena jogar minhas verdades no lixo a troco de algo que talvez não leve a nada? Será que vale a pena tirar a paciência da cama para trabalhar de vez em quando nos dias de folga?
A paciência diz que não, que não precisa de hora extra, que já trabalha demais. Eu penso que talvez as minhas verdades sejam muito rígidas e talvez um pouco inaceitáveis. Vou dormir. No dia seguinte, minhas verdades continuam as mesmas e a paciência volta a dormir e trabalhar em seu devido horário de expediente. Eu esqueço do embate do dia anterior, ela também.

E eu e a paciência voltamos a viver felizes... Até o dia em que ela entrar em greve.

domingo, 1 de agosto de 2010

Vergonha infantil

Após ver o comentário de minha amiga no meu último post eu pensei em um assunto muito interessante: Micos de infância.

Como minha amiga disse: “se comer inseto fosse legal, comeríamos mais vezes, e não só quando tínhamos 2 anos e estávamos descobrindo o gramado da frente de casa...”

De fato, comer coisas estranhas faz parte da infância. Existem aquelas pessoas que comeram insetos, aquelas que comeram as pecinhas dos jogos de tabuleiro, aquelas que engoliram uma janelinha do Lego, as que preferiam papel, cola, ou qualquer coisa do estojo de artes e, infelizmente, as que comeram cocô. E ainda temos aquelas pessoas que um dia acharam que o cachorro era fábrica de massinha e colocaram a mão na massa... É triste, mas nossos pais nem sempre estão olhando e nós raramente somos comportados e quietinhos. Sua mãe, depois, faz questão de contar para o seu (ex)namorado que você gostava de brincar de comer exércitos do War do seu irmão e que você, acidentalmente, caiu de cabeça aos 2 anos.

Existem aqueles micos que até hoje você não entende porque diabos é um mico. Como, por exemplo, quando seu amiguinho perguntou se você tinha “bruxove” e você falou que de jeito nenhum. Todo mundo riu da sua cara até você entender que a pergunta era “Setembro chove?” e ainda te chamaram de burro! Ah, que vergonha... BUT WHY, OH, LORD?! Quando que eu preciso entender um menino sem os três dentes da frente e com um ceceio daqueles que sai baba, sendo que ele nem meu filho é?!

O meu maior mico de infância foi provavelmente o mico mais estúpido, um daqueles que quando você cresce e analisa, vê que não era mico nenhum. Na escola, antes de abrir a lancheira, todos os alunos cantavam com a professora uma musiquinha. Um dia, eu esqueci a musiquinha. Abri minha lancheira e falei, toda feliz: “Oba! Danoninho!”. A sala inteira olhou para mim e riu. Eu fui ridicularizada por uma sala de crianças maldosas por abrir a lancheira antes da hora. Hoje em dia eu penso que eu era bem hardcore, desobedeci a professora e tirei meu Danoninho antes da hora... Awesome! Eu já estava me rebelando contra o sistema! Ou eu só estava com fome.

Parece piada, mas esse tipo de coisa marca uma pessoa para o resto da vida! Crianças são muito maldosas e não deixam você esquecer que você fez cagada (literalmente). Acredite, eu bem sei...

Eu sei a maldita musiquinha até hoje...

domingo, 25 de julho de 2010

Eca!

Enquanto mudando de canal na tevê, me deparei com um daqueles programas de selva, em que um idiota resolve que vai se foder no meio de um monte de mato para ser feliz. O cara estava comendo um grilo, ou sei lá... E o pior de tudo e que ele fez questão de comentar a adorável sensação de deglutir um inseto! PELO AMOR DE DEUS, AMIGO! Se eu quisesse saber, eu juro, JURO, que comeria um também. Depois ele comeu cupins, que, aparentemente, eram ácidos. E ainda levou com ele um pedaço de cupinzeiro... MARMITINHA?! Really, dude?! Depois disso, mudei de canal, por amor próprio.

Eu nunca entendi o porquê do interesse em provas de reality show em que as pessoas têm que comer coisas repulsivas, tipo bolas de boi e olho de cabrito, aqueles besouros da bosta, baratas... Honestamente... Que pessoa sente PRAZER ao ver isso?! É mais um motivo para que eu pense que o ser humano é altamente sadomasoquista.

Eu entendo a diferença de costumes, como o peculiar gosto dos coreanos por cachorro, ou o tal joelho de porco alemão... Mas o ato de comer insetos raramente está ligado aos prazeres da gastronomia e sim aos prazeres de ver o outro se dar mal. Não se encontra um livro na parte de gastronomia da livraria que fale “Como cozinhar insetos” ou “Baratas de A a Z” por um simples motivo: ECA!

E a parte mais chocante é que a prova de comer tripas de pavão e bolas de avestruz faz sucesso! As pessoas, ao invés de assistir a um bom filme, preferem ver os outros comendo coisas repugnantes, fazendo caras e bocas e, eventualmente, vomitando tudo... NA FRENTE DA CÂMERA!

Realmente, o mundo está perdido.