domingo, 25 de julho de 2010

Eca!

Enquanto mudando de canal na tevê, me deparei com um daqueles programas de selva, em que um idiota resolve que vai se foder no meio de um monte de mato para ser feliz. O cara estava comendo um grilo, ou sei lá... E o pior de tudo e que ele fez questão de comentar a adorável sensação de deglutir um inseto! PELO AMOR DE DEUS, AMIGO! Se eu quisesse saber, eu juro, JURO, que comeria um também. Depois ele comeu cupins, que, aparentemente, eram ácidos. E ainda levou com ele um pedaço de cupinzeiro... MARMITINHA?! Really, dude?! Depois disso, mudei de canal, por amor próprio.

Eu nunca entendi o porquê do interesse em provas de reality show em que as pessoas têm que comer coisas repulsivas, tipo bolas de boi e olho de cabrito, aqueles besouros da bosta, baratas... Honestamente... Que pessoa sente PRAZER ao ver isso?! É mais um motivo para que eu pense que o ser humano é altamente sadomasoquista.

Eu entendo a diferença de costumes, como o peculiar gosto dos coreanos por cachorro, ou o tal joelho de porco alemão... Mas o ato de comer insetos raramente está ligado aos prazeres da gastronomia e sim aos prazeres de ver o outro se dar mal. Não se encontra um livro na parte de gastronomia da livraria que fale “Como cozinhar insetos” ou “Baratas de A a Z” por um simples motivo: ECA!

E a parte mais chocante é que a prova de comer tripas de pavão e bolas de avestruz faz sucesso! As pessoas, ao invés de assistir a um bom filme, preferem ver os outros comendo coisas repugnantes, fazendo caras e bocas e, eventualmente, vomitando tudo... NA FRENTE DA CÂMERA!

Realmente, o mundo está perdido.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Dias de glória...

Hoje me inspirei em uma coisa que é bem a minha cara: cerveja! Tudo por causa dessa matéria: http://br.noticias.yahoo.com/s/22072010/48/entretenimento-escoceses-lancam-cerveja-forte-mundo.html

Basicamente, pensei no que acompanha a cerveja... Não, não estou falando do canapé de carpaccio do Dona Flor que é animal ou da maldita picanha na chapa que me deixa fedida e nojenta toda vez que eu vou em qualquer bar estilo “boteco old-school”. Eu pensei nos sentimentos que são englobados pela cerveja.

Sem dúvida, para mim, a cerveja sempre evoca bons sentimentos. Comemorar aniversários, conquistas, celebrar a simples união de pessoas, celebrar a amizade. São esses os dias de glória, em que não importa o sabor ou a quantidade da cerveja, vai sempre existir aquele sorriso no rosto, um brinde, alegria.

Existem também os dias de tristeza, acompanhados por brindes cabisbaixos e silenciosos. As goladas desesperadas dadas para buscar conforto naquele líquido dos dias de glória. Um esboço de sorriso... Ah, os dias de glória! Bons momentos, bons sentimentos, brindes escandalosos, pessoas gritando, piadas ruins...

Agente bebe porque está feliz, pra comemorar, para celebrar bons dias ou para afogar mágoas...

Agente bebe porque quer.

Agente bebe porque precisa.

E a cerveja vira lembrança e sempre há de nos ligar a todos os adoráveis e alcoólicos dias de glória.

Filosofando...

Estive pensando no tema do meu primeiro post de verdade nesse blog. Acho que é um bom momento para falar de uma filosofia que eu tenho aplicado cada vez mais na minha vida.

Eu sou uma estudante de direito frustrada com a estrutura podre que segura nosso país de pé, mas que cansou de discutir política e atualidades em mesas de bar e resolveu curtir a vida do jeito que ela é: viscosa, mas gostosa! Resolvi que falar de comida é mais interessante, discutir um bom livro é mais produtivo e assistir um bom filme de comédia pastelão é mais divertido.

Ainda me interesso pelas atualidades, mas tanta gente fala disso e ninguém se lembra do azeite extra virgem que a vovó comprou para servir com o bacalhau, ou do filme bizarro que passou ontem na televisão. E eu gosto de falar desse tipo de coisa, que ninguém dá muita importância, mas que pode transformar um dia de merda em um bom dia.

Honestamente, o quão interessante pode ser um polvo vidente? E o mais importante: POR QUANTO TEMPO? O polvo só me interessa se vier acompanhado de “tá na mesa”. Como pode alguém se interessar tanto na história de um cara que matou, triturou, concretou e sabe-se-lá-o-que-mais uma mulher NA VIDA REAL?! É grotesco. Esses assuntos de desgraça recorrentes me fazem pensar como as pessoas gostam de ver tragédia! Será que rola um tesão enrustido por sangue e cabeças rolando?! Eu gosto de CSI... POR QUE EU SEI QUE É DE MENTIRA! Só de pensar nas minhas futuras aulas de medicina forense eu fico com um arrepio na coluna daqueles que você provavelmente teve assistindo jogos mortais, ou o albergue.

E quantas vezes nós precisamos ver, AO VIVO, que a Lindsay Lohan vai ser presa? Dude... Desgraça alheia, hoje em dia, vira trending topic no twitter... E ninguém se sente minimamente triste por isso.

É tudo isso e mais um pouco que me faz perguntar: Quanto tempo vai levar para as pessoas se preocuparem com simplesmente serem felizes e aproveitarem o que está ao seu redor e não dentro da tevê?

Por fim, recomendo uma música, só por que ontem o vizinho reclamou dela e eu acho isso um ABSUUUURDO: Fastlove – George Michael